Hoje, assisti mais uma vez o filme “Maré Vermelha”, um filme produzido
em 1995, ano que entrei na Associação Brasileira de Recursos Humanos como
colaborador. Em seu lançamento, o filme, teve grande êxito. Segundo os
críticos, a trilha sonora passou a ser uma das mais admiradas do gênero e já
produzidas pela Disney. A composição foi composta por “Hans Zimmer”. Para
Disney, a melodia se tornou uma das melhores trilhas a partir da segunda metade
da década de 1990.
Maré Vermelha é um filme que retratou a temática militarista
que mostras o clima de embate da guerra fria. O filme começa com a apresentação
do cenário político da Rússia, onde grupos rebeldes estão em franco combate com
o Exército. O governo americano decide enviar o submarino nuclear, o USS
Alabama, para patrulhar a costa russa e ficar em estado de alerta para qualquer
eventualidade.
Maré Vermelha é um filme cujo
roteiro gira em torno da tensão criada pelo ego do capitão Ramsey e a
racionalidade do seu imediato, Hunter. Num dos primeiros encontros dos dois, o
capitão deixa claro que não gosta de puxa-sacos. Hunter, por sua vez, não
entende o que Ramsey quer dizer com aquelas palavras. Se esse fosse o problema,
porém, o impasse que o mundo vivera no submarino Alabama poderia ter sido
resolvido com menos atritos e mais facilidades.
As palavras de Ramsey e as respostas
de Hunter não negam as diferenças de personalidade no comando do submarino.
Trata-se de duas lideranças distintas. Hunter é ponderado, ouve opiniões e
respeita espaços. Ele é aquele tipo de liderança que faz o trabalho em sintonia
com o grupo e consegue com facilidade tomar decisões coerentes de acordo com as
exigências da realidade.
O personagem de Denzel Washington é
um líder carismático, ou seja, o tipo de líder que parece ter inspiração
divina, que causa nos liderados confiança, obediência espontânea, aceitação e
envolvimento emocional. São qualidades que predominaram no tipo de liderança de
Hunter porque ele estava fazendo o que era correto. Sem temer, ele acreditou
nisso até o fim e os seus subordinados o seguiram pelo exemplo da verdade.
Ramsey, por sua vez, é o líder coercitivo. Que
exerce sua liderança através da violência, seja ela verbal ou física. Em vários
trechos do filme é possível observar que o capitão não consegue controlar os
próprios impulsos. Ele grita, manda calar a boca, faz afirmações como aquela
“quem manda aqui sou eu. Não aceito suas supervisões. Nosso regulamento não é
aberto a interpretações”. E parte para a violência quando sente que não há mais
possibilidade de argumentar verbalmente, como no trecho em que dá três socos em
Hunter.
O capitão Ramsey é também o líder
narcisista: difícil de lidar. Não escuta, não quer aprender com os outros e não
ensina. Há, porém, um ponto positivo nesse tipo de líder: ele consegue envolver
os liderados por conta de suas visões objetivas. Foi o que ocorreu quando mesmo
preso em seu quarto, sob vigilância de marinheiros, Ramsey, consegue atrair
para si um número considerável da tripulação para voltar a assumir sob
violência o comando do Alabama.
Como anda sua gestão hoje? O sucesso
de uma organização vem do fator ouvir e analisar todas as situações
sem ter como base o ego. O fracasso das empresas, projetos ou relacionamentos,
vem do não ouvir. Quando ouvimos o outro, podemos trabalhar a melhor estratégia em prol do resultado.

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