terça-feira, 4 de março de 2014

É melhor morrer como um bom homem ou viver como um monstro?
Antoniel Bastos05:56 0 comentários




Um filme no mínimo contraditório para nossa proposta de abordagem no contexto corporativo, mas ao mesmo tempo intrigante e indispensável para um blog de cinema. Na verdade, o fato de ser um filme dirigido por Martin Scorsese faz toda a diferença. Ilha do Medo (Shutter Island) trás uma vertente diferente de Leonardo DiCaprio, que se mostra capaz de ir ao fundo como um real agente de polícia, investigador de uma alucinação psicótica.
 
Em 1954, o desaparecimento de um paciente no Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston, faz com que dois agentes sigam em missão de investigação para a ilha, e uma vez lá percebam que os métodos medicinais são no mínimo ilegais para experiências radicais com os pacientes. Em meados da década de 1950, a presença da 2º Guerra Mundial é marcante e para um ex-combatente ainda mais, com suas lembranças andando lado a lado para onde quer que olhe. Não podemos nos esquecer também de que junto com o horror vinham os rumores de experiências nazistas com seres humanos que envolviam técnicas de lavagem cerebral, implantes de órgãos e as piores bizarrices científicas. Até hoje, em tempos pós-modernos, vemos o assunto gerar grandes polêmicas, já que os nazistas sobreviventes se espalharam pelo mundo todo e com eles suas ideias. Ilha do Medo toca nesse assunto de maneira a delatar sem punir, apresentar o tema sem solucionar a questão, e mais, a reviravolta final nos demonstra que toda a suspeita verossímil do agente Teddy Daniels na verdade não vai muito longe de sua própria mente, ainda que todas elas fossem plausíveis de existir.

Após uma terrível tempestade e de constatar que os médicos escondem os relatórios e as informações, Teddy está convencido que ele mesmo está sendo envenenado. O que nos fica desse impressionante filme, além da trilha sonora que nos arranca suspiros, é a obstinação pela verdade e a confiança que existe no interior do policial, que em sua investigação estão imbuídos os melhores e mais honestos valores. Também fica a reflexão de que no fundo o modo de gestão aplicado nos dias de hoje ainda muito se baseia na escola nazista de relatórios, vigilância e manipulação. O que devemos fazer dessas reflexões é aquilo que vamos fazer de nosso cotidiano dentro das empresas.
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Sobre o autor Especialista em Relacionamento corporativo, Fundador do portal Buscarh - Portal de Gestão de Pessoas e de Relacionamento Corporativo, Criador da ONG PROACOM - Projeto Ação Comunidades, Especialista na área de Recursos Humanos há 17 anos, Locutor de Rádio, Criador da Rádio Escola na Comunidade da Zona Oeste no Rio de Janeiro, Conselheiro Empresarial e criador do Projeto Rádio Web e TV Gestão Web. Facebook ou Linkedin

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