terça-feira, 1 de abril de 2014

Ética - No País de Alice das Maravilhas
Antoniel Bastos11:36 0 comentários




Quero compartilhar com você um excelente filme “O Capital”. Seu cartão de visita traz o modelo selvagem do capitalismo: "CONTINUAREMOS ROUBANDO DOS POBRES PARA DAR AOS RICOS" é a frase estampa do filme. Falamos tanto em ética e moral. A pergunta que me faço é: “será que é isso mesmo que estamos buscando?”.  
Os cidadãos do século XXI são escravos do Capital: sofrem com os problemas e celebram os triunfos. Esta é a história da ascensão de um escravo do sistema que transforma-se em seu mestre. O trabalhador Marc Tourneuil (Gad Elmaleh) se aventura no mundo feroz do Capital. Ao mesmo tempo, o chefe de um importante banco de investimentos europeu se apega ao poder, quando uma empresa americana tenta comprá-los. Um retrato da situação atual da Europa. A força do Capital. O poder do dinheiro. A ganância da Banca. A busca mundial do lucro máximo. A luta interna pelo poder dentro do maior banco europeu. Um Robin dos Bosques moderno cujo lema é roubar aos pobres para dar aos ricos. Um mundo feroz.
No novo cargo como CEO, o executivo logo descobre que não pode confiar em ninguém, nem mesmo (e principalmente) em seus assessores mais próximos. Todos querem o cargo de presidente, que é retratado com tanta pompa que se tem a impressão de que a presidência em questão é a da República.
Talvez justamente para insinuar que, no atual estado do capitalismo global, os presidentes das instituições têm mais poder que os chefes de governo, o diretor não economiza nas implicações que vêm com o cargo. Em que mundo ético é esse que vivemos?
Na mais ilustrativa delas, Tourneuil exige que sua mulher use, a contragosto, um caríssimo vestido de grife para ir a uma festa. Afinal, ela é a mulher do presidente, e precisa se vestir como tal. O retrato é o sacrifício que diariamente precisamos fazer para ser o que na verdade não somos.

As coisas ficam ainda mais complicadas para o presidente quando o representante de um fundo de investimentos baseado em Miami (interpretado por Gabriel Byrne, começa a pressioná-lo para que compre um banco japonês. Neste momento, o que seria ser ético? Ser ético é algo que enfeita muito as longas páginas dos relatórios internos das companhias. O Capital, trás um mundo que muitos não acreditam que existe. E se existe é melhor não acreditar.
Aí, me vem à pergunta: “O que é ser ético se quem governa o mundo é o capitalismo selvagem?”.



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Sobre o autor Especialista em Relacionamento corporativo, Fundador do portal Buscarh - Portal de Gestão de Pessoas e de Relacionamento Corporativo, Criador da ONG PROACOM - Projeto Ação Comunidades, Especialista na área de Recursos Humanos há 17 anos, Locutor de Rádio, Criador da Rádio Escola na Comunidade da Zona Oeste no Rio de Janeiro, Conselheiro Empresarial e criador do Projeto Rádio Web e TV Gestão Web. Facebook ou Linkedin

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