“É um escravo. Mas talvez livre de espírito. É um escravo. Isso fará mal a ele? Aponta alguém que não o seja. Um é escravo do prazer, outro, da avareza, outro, da ambição, todos, do medo.“
( Sêneca )
O filme, Quanto Vale ou É Por Quilo?, faz uma analogia entre o antigo
trabalho escravo e a exploração da miséria na atualidade, por meio de
cenas que exibem os dois momentos de forma alternada e possibilitam uma
comparação entre estes por parte do telespectador. Aborda o abuso
existente, por ONGs, que fazem uso da miséria para conseguir verbas em
benefício de um pequeno grupo, provocando um sentimento de indignação
frente a questão levantada por parte de quem assiste, uma vez que, é
sabido que na realidade, fatos como estes acontecem no espaço e tempo
real.
O autor mostra, cuidadosamente os valores da produção. Na cena que se inicia a história, é noite e está escuro. Homens se locomovendo à cavalo e à pé, levam à luz de tochas um escravo preso sob o protesto de sua dona. Nas músicas e nos sons, nos figurinos e na reconstrução da época, nas imagens no primeiro plano, as quais tornam mais fortes a emoção do telespectador.
O filme alerta para questões que parecem ter ficado no passado, mas que ainda existem atualmente, como a luta pelos direitos democráticos, a discriminação contra negros e pobres, o desrespeito, a lavagem de dinheiro, a corrupção, dentre outros. O que mudou foi a roupagem, o opressor é o mesmo.
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